Não me antecipo com palavras
Nem tiro conclusões
Minha vida é tortuosa
E está cheia de ilusões.
A culpa é minha, eu sei.
Meus próprios caminhos
dificultei
Fiz escolhas e paguei
Continuo minha dívida
Sendo paga em lágrimas
Que um dia não virão
Pois meus olhos se secarão
Vazios na solidão
Inertes na escuridão.
E meus ouvidos só ouvirão
Harpas tocando a canção que
embala meu pobre coração
Quebrado e rasgado
Em pedaços na minha mão
E minh’alma entristecida
Segue o ritmo em baixo tom
Até que eu pegue no sono profundo
E não mais acorde nesse mundo.

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