quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
A RECUPERAÇÃO DA ALMA
Qndo se corta os ramos da copa d uma arvore, novos rebentos vão nascendo mais perto da raiz. Do mesmo modo, as almas tb, q ao despontar adoecem e quase falecem para regressar à primavera dos sentimentos, à apreensiva infância onde tdo começa, como se aí pudessem encontrar novas esperanças e reatar o fio condutor da vida q fora quebrado antes. Os rebentos q brotaram perto das raízes anseiam por uma rápida ascensão, mas tdo ñ passa d uma ilusão, pois a partir deles uma verdadeira árvore nunca voltará a desenvolver.
A ALMA
Todo o esplendor, toda a dimensão (devo acrescentar ainda a utilidade), pertencem à segunda das duas características; porém, a causa e o princípio eficiente, q os tornam homens grandes, à primeira.
Naquela está, com efeito, aquilo q torna os espíritos excelentes e desdenhosos das coisas humanas. Na verdade, isso pode ser reconhecido por duas condições: em primeiro lugar, se estimar algo como sendo bom unicamente pq é honesto, em segundo lugar, se vc se encontra livre d tda perturbação d espírito. Consequentemente, o fato de ñ se "louvar" aquelas coisas humanas e d se desprezar, como uma atitude d espírito firme e sólida, essas mesmas coisas, q mto parecem ilustres e exímias, deve constituir apanágio* d uma alma grande e corajosa. Suportar aquilo q parece acerbo**, q d mtas e variadas maneiras aflige a vida e a sorte dos homens, é próprio d um espírito robusto e d grande constância.
*atributo; característica; condição
** amargo; azedo; áspero
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
A FATALIDADE DO "NÃO"
Chega sempre um momento na nossa vida em q é necessário dzer não. O "não" é a únik coisa efetivamente transformadora, q nega o status quo. Aquilo q é tende sempre a se instalar, a beneficiar injustamente d um estatuto d autoridade - É o momento em q é necessário dzer NÃO.
A fatalidade do não - ou a nossa própria fatalidade - é q não há nenhum "não" q ñ se converta em "sim". Ele é absorvido e temos q viver mais um tempo com o SIM.
Faz algum sentido???!!!!
MEDIOCRIDADE DO ESPÍRITO
O nosso máximo esforço d independência consiste em opor, por vezes, um pouco d resistência às sugestões cotidianas. A grande massa humana ñ mostra nenhuma resistência, n se opõe e segue as crenças, as opiniões e os preconceitos do seu grupo. Ela lhe obedece sem ter mais consciência do q uma folha seca arrastada pelo vento.
Só numa elite mto restrita se observa a faculdade d possuir, algumas vzes, opiniões pessoais. Todos os progressos da civilização procedem, evidentemente, desses espíritos superiores, mas ñ se pode desejar sua multiplicação sucessiva. Inapta a adaptar-se imediatamente a progressos rápidos e profundos em demasia, uma sociedade logo se tornaria anárquica. A estabilidade necessária à sua existência é precisamente estabelecida graças ao grupo compacto dos espíritos lentos e medíocres, governados por influências d tradições e d meio.
É, portanto, útil para uma sociedade composta d uma maioria d homens médios, desejosos d agir como toda a gente, q tem por guias as opiniões e crenças gerais. É mto útil tb q as opiniões gerais sejam pouco tolerantes, pois o medo do juízo alheio constitui uma das bases mais seguras da nossa moral.
A mediocridade d espírito pode, pois, ser benéfik para um povo, sobretudo associada a certas qualidades d caráter. Instintivamente, a Inglaterra o compreendeu, e é por isso q nesse país, embora sja um dos mais liberais do universo, o livre-pensamento sempre foi bastnte mal visto.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
ARTE E SENSIBILIDADE
1) Toda a arte se baseia na sensibilidade, e essencialmente na sensibilidade.
2) A sensibilidade é pessoal e intransmissível.
3) Para se transmitir a outros o q sentimos, e é isso q na arte buscamos fazer, temos q decompor a sensação, rejeitando nela o q é puramente pessoal, aproveitando nela o q, sem deixar d ser individual, é todavia susceptível d generalidade, portanto, compreensível, não direi pela inteligência, mas ao menos pela sensibilidade dos outros.
4) Este trabalho intelectual tem 2 tempos: a) a intelectualização direta e instintiva da sensibilidade, pela qual ela se converte em transmissível (é isto q vulgarmente se chama "inspiração", quer dizer, o encontrar por instinto as frases e os ritmos q reduzam a sensação à frase intelectual (1º. versão: tirem da sensação o q ñ pode ser sensível aos outros e ao mesmo tempo, para compensar, reforçam o q lhes pode ser sensível); b) a reflexão crítica sobre essa intelectualização, q sujeita o produto artístico elaborado pela "inspiração" a um processo inteiramente objetivo — construção, ou ordem lógica, ou simplesmente conceito d escola ou corrente.
5) Não há arte intelectual, a não ser, é claro, a arte d raciocinar. Simplesmente, do trabalho d intelectualização,
em cuja operação consiste a obra d arte como coisa, não só pensada, mas feita, resultam 2 tipos d artista: a) o inspirado ou espontâneo, em qm o reflexo crítico é fraco ou nulo, o q não quer dzer nada qnto ao valor da obra; b) o reflexivo e crítico, q elabora, por necessidade orgânica, o já elaborado.
Lhes direi, e estou certa q concordarão comigo, q nada há mais raro neste mundo q um artista espontâneo — isto é, um homem q intelectualiza a sua sensibilidade só o bastante para ela ser aceitável pela sensibilidade alheia; q ñ critica o q faz, q ñ submete o q faz a um conceito exterior d escola ou d moda, ou d "maneira", ñ de ser, mas d "dever ser".
domingo, 18 de dezembro de 2011
A LIBERDADE DE ESCOLHA
ps: "homem" generalizando a raça humana.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
MEU POEMA
O PROBLEMA DA SINCERIDADE DO POETA
O poeta superior diz o q efetivamente sente.
O poeta médio diz o q decide sentir.
O poeta inferior diz o q julga q deve sentir. Nada disto tem a ver com a sinceridade.
Em primeiro lugar, ninguém sabe o q verdadeiramente sente: é possível sentirmos alívio com a morte d alguém querido, e julgar q estamos sentindo pena, pq é isso q se deve sentir nessas ocasiões. A maioria da gente sente convencionalmente, embora com a maior sinceridade humana; o q não sente é com qlquer espécie ou grau d sinceridade intelectual, e essa é a q importa ao poeta.
Tanto assim é q ñ creio q haja, em toda a longa história da poesia, mais q uns 4 ou 5 poetas, q disseram o q verdadeiramente, e ñ só efetivamente, sentiam.
Há alguns, mto grandes, q nunk o disseram, q foram sempre incapazes d dizê-lo. Qndo mto há, em certos poetas, momentos em q dzem o q sentem.
Há apenas uma reserva com respeito a Shakespeare: é q o mesmo era essencial e estruturalmente factício; e por isso a sua constante insinceridade chega a ser uma constante sinceridade, dado a sua grandeza.
Qndo um poeta inferior sente, sente sempre por caderno d encargos. Pode ser sincero na emoção: q importa, se ñ é poesia? Há poetas q atiram com o q sentem para o verso; nunk verificaram q não o sentiram.
Chora Camões a perda d sua alma gentil; e afinal qm chora é Petrarca. Se Camões tivesse tido a emoção sinceramente sua, teria encontrado uma forma nova, palavras novas - tdo menos o soneto e o verso d 10 sílabas. Mas ñ: usou o soneto em decassílabos como usaria luto na vida.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
A HIPOCRISIA DO AMOR-PRÓPRIO
É sem dúvida um mal cheio d defeitos; mas é ainda um mal mto maior estar cheio e ñ os querer reconhecer, já q isto seria lhe acrescentar d uma ilusão voluntária.
Não queremos q os outros nos enganem ; ñ achamos justo q queiram ser mais estimados por nós do q o q merecem: portanto tb ñ é justo q os enganemos e queiramos q nos estimem mais do q merecemos.
Assim, qndo só descobrem imperfeições e vícios q com efeito temos, é visível q não nos prejudicam, visto q não são eles a causa dessas imperfeições, e q nos trazem um benefício, por nos ajudarem a nos libertar d um mal, q é a ignorância das imperfeições. Ñ devemos nos zangar pq as conheçam, e pq nos menosprezam: sendo justo q nos conheçam pelo q somos, e q nos desprezem se somos desprezíveis.
Eis os sentimentos q nasceriam de um coração cheio d retidão e d justiça. Q devemos portanto dzer do nosso, qndo nele encontrarmos uma disposição completamente contrária? Pois ñ será verdade q odiamos a verdade e aqueles q nos a dzem, e q gostamos q se enganem com vantagem para nós e q queremos ser estimados por eles por sermos diferentes daquilo q com efeito somos?
A vida humana é apenas uma ilusão perpétua; o q fzemos é nos enganar e nos iludir mutuamente. Ninguém fala d nós na nossa presença como na nossa ausência. A união q existe entre os homens é fundada sobre este mútuo embuste; e poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse o q seu amigo diz dele qndo ñ está presente, ainda q ele fale então sinceramente e sem paixão.
O homem é apenas disfarce, engano e hipocrisia em si mesmo e para com os outros. Ñ quer q lhe digam a verdade e evita dizê´la aos outros; e todas estas disposições tão afastadas da justiça e da razão tem uma raiz real no seu coração.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O MUNDO É D QM Ñ SENTE
Para agir é preciso q ñ nos figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias. Qm simpatiza pára. O indivíduo de ação considera o mundo externo como composto exclusivamente d matéria inerte - ou inerte em si mesma, como uma pedra q passa ou q se afasta do caminho; ou inerte como um ente humano q, pq não pôde resistir, tnto faz q fosse homem ou pedra, pois, como a pedra, ou se afastou, ou passou por cima.
Bom, concordo com o q escrevi, porém ainda dependo mto do "sentir"...pq é daí q sai a minha arte....mas na vida cotidiana, no mundo capitalista/canibalista q vivemos, acho q faz bstnte sentido.
Ahhhh...saudades das minhas artes.....BA, volto logo...
THERE IS NO DEATH (Part 3 - final)
THERE IS NO DEATH (Part 2)
THERE IS NO DEATH (Part 1)
sábado, 10 de dezembro de 2011
O PENSAMENTO NÃO DOMINA A AÇÃO
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O AMOR É...
O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim.
A OCIOSIDADE
Assim como vmos as terras em repouso, férteis ou não, darem origem à proliferação d 100 mil espécies d ervas selvagens e inúteis, sendo necessário, para manter cultiváveis, domá-las e destiná-las a certas sementes a fim d q delas se tire proveito; e assim como vmos as mulheres, q por si só produzem informes amontoados e pedaços d carne, terem, para proporcionar uma boa e natural geração, d ser fecundadas por outras sementes, assim vmos q se passa o msm com os nossos espíritos. Se ñ os ocuparmos com algum objeto q os freie e constranja, eles se lançarão, desregrados, a percorrer à toa os campos infindos da imaginação:
Q HUMANIDADE É ESTA?
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
CONTROLAR A ANSIEDADE
MONA LISA
O INTERESSE DA AMIZADE
sábado, 3 de dezembro de 2011
DOR

O que dói não são as palavras
O que dói não é o adeus
Seus olhos desaparecem
Num breu
E é aí que caio de vez
É aí que procuro o porquê
O amor esvaiu não de mim
Mas de você
Quando as lágrimas escorrem
E meu peito se destrói
Por dentro
O que fazeeer???
Quando nada faz sentido
E me escondo num abrigo
Me escondo de te perder
E nada vai mudar
Não vai adiantar
Recosturar pedaços do meu coração
Não não não
Se o tempo pára em volta
Se a chuva vai embora
E a noite cai em solidão
Toda mágoa que me toca
serenatas me sabotam
quando vejo já perdi meu chão
e nada vai mudar
nada vai adiantar
recosturar pedaços do meu coração
nada vai mudar
não, não vai adiantar
não não não não
Quando as lágrimas escorrem
E meu peito se destrói
Por dentro
O que fazeeer???
Quando nada faz sentido
E me escondo num abrigo
Me escondo de te perder
E é só eu
Apenas eu
Que aos poucos morro
Num amor sem razão..
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
DECEPÇÂO

Entre uma decepção e outra, q tal uma pausa para aprender?
EU

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A PROCURA DA POESIA


