quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A RECUPERAÇÃO DA ALMA


Qndo se corta os ramos da copa d uma arvore, novos rebentos vão nascendo mais perto da raiz. Do mesmo modo, as almas tb, q ao despontar adoecem e quase falecem para regressar à primavera dos sentimentos, à apreensiva infância onde tdo começa, como se aí pudessem encontrar novas esperanças e reatar o fio condutor da vida q fora quebrado antes. Os rebentos q brotaram perto das raízes anseiam por uma rápida ascensão, mas tdo ñ passa d uma ilusão, pois a partir deles uma verdadeira árvore nunca voltará a desenvolver.

A ALMA

Um espírito corajoso e grande é reconhecido principalmente por 2 características: uma consiste no desprezo pelas coisas exteriores, na convicção d q o homem, independentemente do q é belo e conveniente, ñ deve admirar, decidir ou escolher coisa alguma nem se deixar abater por homem algum, por qlquer questão espiritual ou simplesmente pela má sorte. A outra consiste no fato - especialmente qndo o espírito é disciplinado na maneira anteriormente referida - d se dever realizar feitos, ñ só grandes e úteis, mas em grande número, árduos e cheios d trabalhos e perigos, tnto para a vida como para as mtas coisas q à vida interessam.
Todo o esplendor, toda a dimensão (devo acrescentar ainda a utilidade), pertencem à segunda das duas características; porém, a causa e o princípio eficiente, q os tornam homens grandes, à primeira.
Naquela está, com efeito, aquilo q torna os espíritos excelentes e desdenhosos das coisas humanas. Na verdade, isso pode ser reconhecido por duas condições: em primeiro lugar, se estimar algo como sendo bom unicamente pq é honesto, em segundo lugar, se vc se encontra livre d tda perturbação d espírito. Consequentemente, o fato de ñ se "louvar" aquelas coisas humanas e d se desprezar, como uma atitude d espírito firme e sólida, essas mesmas coisas, q mto parecem ilustres e exímias, deve constituir apanágio* d uma alma grande e corajosa. Suportar aquilo q parece acerbo**, q d mtas e variadas maneiras aflige a vida e a sorte dos homens, é próprio d um espírito robusto e d grande constância.

*atributo; característica; condição
** amargo; azedo; áspero

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A FATALIDADE DO "NÃO"

A palavra q eu acho mais interessante é NÃO.
Chega sempre um momento na nossa vida em q é necessário dzer não. O "não" é a únik coisa efetivamente transformadora, q nega o status quo.  Aquilo q é tende sempre a se instalar, a beneficiar injustamente d um estatuto d autoridade - É o momento em q é necessário dzer NÃO.
A fatalidade do não - ou a nossa própria fatalidade - é q não há nenhum "não" q ñ se converta em "sim". Ele é absorvido e temos q viver mais um tempo com o SIM.

Faz algum sentido???!!!!

MEDIOCRIDADE DO ESPÍRITO


O nosso máximo esforço d independência consiste em opor, por vezes, um pouco d resistência às sugestões cotidianas. A grande massa humana ñ mostra nenhuma resistência, n se opõe e segue as crenças, as opiniões e os preconceitos do seu grupo. Ela lhe obedece sem ter mais consciência do q uma folha seca arrastada pelo vento.
Só numa elite mto restrita se observa a faculdade d possuir, algumas vzes, opiniões pessoais. Todos os progressos da civilização procedem, evidentemente, desses espíritos superiores, mas ñ se pode desejar sua multiplicação sucessiva. Inapta a adaptar-se imediatamente a progressos rápidos e profundos em demasia, uma sociedade logo se tornaria anárquica. A estabilidade necessária à sua existência é precisamente estabelecida graças ao grupo compacto dos espíritos lentos e medíocres, governados por influências d tradições e d meio.
É, portanto, útil para uma sociedade composta d uma maioria d homens médios, desejosos d agir como toda a gente, q tem por guias as opiniões e crenças gerais. É mto útil tb q as opiniões gerais sejam pouco tolerantes, pois o medo do juízo alheio constitui uma das bases mais seguras da nossa moral.
A mediocridade d espírito pode, pois, ser benéfik para um povo, sobretudo associada a certas qualidades d caráter. Instintivamente, a Inglaterra o compreendeu, e é por isso q nesse país, embora sja um dos mais liberais do universo, o livre-pensamento sempre foi bastnte mal visto.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ARTE E SENSIBILIDADE


1) Toda a arte se baseia na sensibilidade, e essencialmente na sensibilidade.
2) A sensibilidade é pessoal e intransmissível.
3) Para se transmitir a outros o q sentimos, e é isso q na arte buscamos fazer, temos q decompor a sensação, rejeitando nela o q é puramente pessoal, aproveitando nela o q, sem deixar d ser individual, é todavia susceptível d generalidade, portanto, compreensível, não direi pela inteligência, mas ao menos pela sensibilidade dos outros.
4) Este trabalho intelectual tem 2 tempos: a) a intelectualização direta e instintiva da sensibilidade, pela qual ela se converte em transmissível (é isto q vulgarmente se chama "inspiração", quer dizer, o encontrar  por instinto as frases e os ritmos q reduzam a sensação à frase intelectual (1º. versão: tirem da sensação o q ñ pode ser sensível aos outros e ao mesmo tempo, para compensar, reforçam o q lhes pode ser sensível); b) a reflexão crítica sobre essa intelectualização, q sujeita o produto artístico elaborado pela "inspiração" a um processo inteiramente objetivo — construção, ou ordem lógica, ou simplesmente conceito d escola ou corrente.
5) Não há arte intelectual, a não ser, é claro, a arte d raciocinar. Simplesmente, do trabalho d intelectualização,
 em cuja operação consiste a obra d arte como coisa, não só pensada, mas feita, resultam 2 tipos d artista: a) o inspirado ou espontâneo, em qm o reflexo crítico é fraco ou nulo, o q não quer dzer nada qnto ao valor da obra; b) o reflexivo e crítico, q elabora, por necessidade orgânica, o já elaborado.


Lhes direi, e estou certa q concordarão comigo, q nada há mais raro neste mundo q um artista espontâneo — isto é, um homem q intelectualiza a sua sensibilidade só o bastante para ela ser aceitável pela sensibilidade alheia; q ñ critica o q faz, q ñ submete o q faz a um conceito exterior d escola ou d moda, ou d "maneira", ñ de ser, mas d "dever ser".



domingo, 18 de dezembro de 2011

A LIBERDADE DE ESCOLHA

Realmente, se um dia de fato descobrissem uma fórmula p/ todos os nossos desejos e caprichos - isto é, uma explicação do q é q eles dependem, por q leis se regem, como se desenvolvem, a q é q eles ambicionam num caso e noutro e por aí afora, isto é uma fórmula matemática exata - então, mto provavelmente, o homem deixaria imediatamente d sentir desejo. Pois qm aceitaria escolher por regras? Além disso, o ser humano seria imediatamente transformado numa peça d um órgão ou coisa do gênero; o q é um homem sem desejos, sem liberdade d desejo e d escolha, senão uma peça num órgão?

ps: "homem" generalizando a raça humana.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MEU POEMA


Não me antecipo com palavras
Nem tiro conclusões
Minha vida é tortuosa
E está cheia de ilusões.
A culpa é minha, eu sei.
Meus próprios caminhos dificultei
Fiz escolhas e paguei
Continuo minha dívida
Sendo paga em lágrimas
Que um dia não virão
Pois meus olhos se secarão
Vazios na solidão
Inertes na escuridão.
E meus ouvidos só ouvirão
Harpas tocando a canção que embala meu pobre coração
Quebrado e rasgado
Em pedaços na minha mão
E minh’alma entristecida
Segue o ritmo em baixo tom
Até que eu pegue no sono profundo
E não mais acorde nesse mundo.

O PROBLEMA DA SINCERIDADE DO POETA


O poeta superior diz o q efetivamente sente.
O poeta médio diz o q decide sentir.
O poeta inferior diz o q julga q deve sentir. Nada disto tem a ver com a sinceridade.
Em primeiro lugar, ninguém sabe o q verdadeiramente sente: é possível sentirmos alívio com a morte d alguém querido, e julgar q estamos sentindo pena, pq é isso q se deve sentir nessas ocasiões. A maioria da gente sente convencionalmente, embora com a maior sinceridade humana; o q não sente é com qlquer espécie ou grau d sinceridade intelectual, e essa é a q importa ao poeta.
Tanto assim é q ñ creio q haja, em toda a longa história da poesia, mais q uns 4 ou 5 poetas, q disseram o q verdadeiramente, e ñ só efetivamente, sentiam.
Há alguns, mto grandes, q nunk o disseram, q foram sempre incapazes d dizê-lo. Qndo mto há, em certos poetas, momentos em q dzem o q sentem.
Há apenas uma reserva com respeito a Shakespeare: é q o mesmo era essencial e estruturalmente factício; e por isso a sua constante insinceridade chega a ser uma constante sinceridade, dado a sua grandeza.
Qndo um poeta inferior sente, sente sempre por caderno d encargos. Pode ser sincero na emoção: q importa, se ñ é poesia? Há poetas q atiram com o q sentem para o verso; nunk verificaram q não o sentiram.
Chora Camões a perda d sua alma gentil; e afinal qm chora é Petrarca. Se Camões tivesse tido a emoção sinceramente sua, teria encontrado uma forma nova, palavras novas - tdo menos o soneto e o verso d 10 sílabas. Mas ñ: usou o soneto em decassílabos como usaria luto na vida.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A HIPOCRISIA DO AMOR-PRÓPRIO

A natureza do amor-próprio e deste "eu" humano é d só se amar e considerar apenas a si mesmo. Mas o q há d se fzer? Não saberia impedir q este objeto q ama esteja cheio d defeitos e d misérias: quer ser grande e se vê pqno; quer ser feliz e se v miserável; quer ser perfeito - se vê cheio d imperfeições; quer ser o objeto do amor e da estima dos homens e vê q seus defeitos só merecem a sua aversão e o seu desprezo. Este embaraço em q se encontra produz nele a mais injusta e a mais criminosa paixão q é possível imaginar; pq concebe um ódio mortal contra esta verdade q o repreende, e q o convence dos seus defeitos. Ele desejaria aniquilá-la, e não a podendo destruir em sim mesma, a destrói, tnto qnto pode, no seu conhecimento e o dos outros, isto é, põe tdos os cuidados em encobrir os seus defeitos, aos outros e a si mesmo, e ñ suporta q os façam ver, nem q os vjam.
É sem dúvida um mal cheio d defeitos; mas é ainda um mal mto maior estar cheio e ñ os querer reconhecer, já q isto seria lhe acrescentar d uma ilusão voluntária.
Não queremos q os outros nos enganem ; ñ achamos justo q queiram ser mais estimados por nós do q o q merecem: portanto tb ñ é justo q os enganemos e queiramos q nos estimem mais do q merecemos.
Assim, qndo só descobrem imperfeições e vícios q com efeito temos, é visível q não nos prejudicam, visto q não são eles a causa dessas imperfeições, e q nos trazem um benefício, por nos ajudarem a nos libertar d um mal, q é a ignorância das imperfeições. Ñ devemos nos zangar pq as conheçam, e pq nos menosprezam: sendo justo q nos conheçam pelo q somos, e q nos desprezem se somos desprezíveis.
Eis os sentimentos q nasceriam de um coração cheio d retidão e d justiça. Q devemos portanto dzer do nosso, qndo nele encontrarmos uma disposição completamente contrária? Pois ñ será verdade q odiamos a verdade e aqueles q nos a dzem, e q gostamos q se enganem com vantagem para nós e q  queremos ser estimados por eles por sermos diferentes daquilo q com efeito somos?



A vida humana é apenas uma ilusão perpétua; o q fzemos é nos enganar e nos iludir mutuamente. Ninguém fala d nós na nossa presença como na nossa ausência. A união q existe entre os homens é fundada sobre este mútuo embuste; e poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse o q seu amigo diz dele qndo ñ está presente, ainda q ele fale então sinceramente e sem paixão.
O homem é apenas disfarce, engano e hipocrisia em si mesmo e para com os outros. Ñ quer q lhe digam a verdade e evita dizê´la aos outros; e todas estas disposições tão afastadas da justiça e da razão tem uma raiz real no seu coração.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O MUNDO É D QM Ñ SENTE

A condição essencial para ser um indivíduo prático é a ausência da sensibilidade. A qualidade principal na prátik da vida é a qualidade q conduz à ação, ou seja, a vontade. Ora! Há duas coisas q estorvam a ação - a sensibilidade e o pensamento analítico, q ñ é, afinal, mais q o pensamento com sensibilidade. Toda a ação é, por natureza, a projeção da personalidade sobre o mundo externo, e como o mundo externo é em grande e principal parte composto por entes humanos, segue q essa projeção da personalidade é essencialmente o "nos atravessar no caminho alheio", o estorvar, ferir e esmagar os outros, conforme nosso modo d agir.
Para agir é preciso q ñ nos figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias. Qm simpatiza pára. O indivíduo de ação considera o mundo externo como composto exclusivamente d matéria inerte - ou inerte em si mesma, como uma pedra q passa ou q se afasta do caminho; ou inerte como um ente humano q, pq não pôde resistir, tnto faz q fosse homem ou pedra, pois, como a pedra, ou se afastou, ou passou por cima.


Bom, concordo com o q escrevi, porém ainda dependo mto do "sentir"...pq é daí q sai a minha arte....mas na vida cotidiana, no mundo capitalista/canibalista q vivemos, acho q faz bstnte sentido.

Ahhhh...saudades das minhas artes.....BA, volto logo...

Esperando ansiosa pela chegada do próximo semestre pra retomar o q deixei pra trás.....eu vou em frente....eu vou.....

THERE IS NO DEATH (Part 3 - final)

I say to thee weapons reach not the life;
Flame burns it not, waters cannot o'erwhelm,
Nor dry winds wither it. Impenetrable,
Unentered, unassailed, unharmed, untouched,
Immortal, all-arriving, stable, sure,
invisible, ineffable, by word
And thought uncompassed, ever all itself -
Thus is the Soul declared! How wilt thou, then -
Knowing it so - grieve when thou shouldst
not grieve?
How, if thou hearest that the man new-dead
Is, like the man new-born, still living man -
One same, existent Spirit - wilt thou weep?

As when one layeth
His worn-out robes away,
And, taking new ones, sayeth,
"These will I wear today!"
So putteth by the spirit
Lightly its garb of flesh,
And passeth to inherit
A residence afresh

....

Digo a ti armas não alcançam a vida;
Chamas não a queimam, águas não podem oprimi-la,
Nem os ventos secos a murcham. Impenetrável,
sem entradas, inatacável, ilesa, intocável,
imortal, convidativa, estável, certa,
invisível, inefável, por palavra
E pensada sem ritmo e compasso, sempre é toda própria -
Assim é a alma declarada! Como murchará, então -
Sabendo isso, então - aflijes quando não deverias afligir?
Como, se ouviras que o homem recém-morto
Está, como o homem recém-nascido, ainda vivendo -
O mesmo, espírito existente - tú choras?


Como quando um joga
Suas vestes acabadas fora
E, tomando outras novas, diz,
"Estas vestirei hoje!"
Tão levemente posta pelo espírito
sua vestimenta de carne,
E a passa para herdar
Novamente uma residência.

THERE IS NO DEATH (Part 2)

Indestructable,
Leam thou! The life is, spreading life through all;
It cannot anywhere, by any means,
Be anywise diminished, stayed , or changed.
But for these fleeting frames which it informs
With spirit deathless, infinite,
they perish...
He who shall say, "Lo! I have slain a man!"
He who shall think, "Lo! I am slain!" those both
Know naught! Life cannot slay. Life is not slain!

Never the spirit was born; the spirit shall
cease to be never;
Never was time it was not; End and
Beginning are dreams!
Birthless and deathless and changeless
remaineth the spirit forever;
Death hath not touched it at all, dead
though the house of it seems!


....

Indestrutível,
Aprendas! A vida é, espalhando a vida por tudo;
E não pode em lugar algum, por nenhum motivo,
Ser de qlquer maneira diminuído, parado, ou mudado.
Mas por estas molduras fugazes as quais informam
Com espírito imortal, inacabável, infinito,
eles perecem...
Ele que deve dizer, "Eis! Eu assassinei um homem!"
Ele que deve pensar, "Eis! Eu estou assassinado!" ambos
nada sabem! A vida ñ é assassina!

Nunca o espírito nasceu, o espírito deve
cessar para nunk ser;
Nunca foi tempo de ñ ser; Fim e
começo são sonhos!
sem nascimento e imortal e imutável
Permanece o espírito para sempre;
A morte realmente não a tocou, morto
Embora sua casa pareça!

THERE IS NO DEATH (Part 1)

The wise in heart
Moum not for those that live, nor those that die.
Nor I, nor thou, nor any one of these,
Ever was not, nor ever will not be,
Forever and forever afterwards.
All that doth live lives always! To man's frame
As there come infancy and youth and age,
So come there raisings-up and layings-down
Of other and of other life-abodes,
Which the wise know, and fear not.

...

Não há morte

O sábio de coração
Não lamenta por aqueles q vivem, nem pelos q morrem.
Nem eu, nem tú, nem qlquer um destes,
Já não era, nem nunk será,
E para todo o sempre depois.
Tudo o q vive, para sempre viverá vidas! Para a moldura humana
Assim como vem a infância, juventude e a idade,
Tb vem as subidas e as quedas
De outra e de outra morada da vida,
Do qual o sábio conhece, e não teme.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O PENSAMENTO NÃO DOMINA A AÇÃO

Hj reconheço, naquilo q então aconteceu, o esquema pelo meio do qual o pensamento e a ação se conjugaram ou divergiram durante toda a minha vida. Penso, chego a um resultado, fixo-o numa conclusão e apercebo-me d q a ação é algo independente, algo q pode seguir a conclusão, mas não necessariamente. Durante a minha vida, fiz mtas coisas q tinha decidido ñ fzer, e fiz outras q tinha firmemente decidido fzer. Algo q existe em im, seja lá o q for, age; algo como confiar em amigos q ñ kero voltar a ver, q faz ao superior um reparo q me pode custar mto mais do q desejara, algo como fumar, msm sabendo q me faz mal....talvez deixe assim q me resignar a ser uma fumante para o resto dos meus dias.
Ñ kero dzer q o pensamento e a decisão não tenham alguma influência na ação. Mas a ação não decorre só do q foi pensado e decidido antes. Surge d uma fonte própria, e é tão independente como o meu pensamento e as minhas decisões.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O AMOR É...


O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim.
O amor t faz pensar, t faz sofrer, te faz agarrar o tempo e tb esquecê-lo.
O amor t obriga a escolher, a separar, a rejeitar.
O amor t castiga. O amor t compensa.
O amor é um prêmio e um castigo.
O amor te fere, te salva, é um farol e um naufrágio.
O amor é alegria. O amor é tristeza.
É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida.
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força.
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certza, uma dúvida.
O amor t dá asas. O amor t derruba. O amor assusta.
O amor t promete. O amor t vinga. O amor t faz feliz.
O amor é um caos. O amor é uma ordem. O amor é um mágico...e é um palhaço.
O amor é uma criança, é um prisioneiro...e tb um guarda. Uma sentença.
O amor é um guerrilheiro. O amor t comanda. O amor t ordena. O amor t rouba e t mata.
O amor t lembra. O amor t esquece.
O amor t respira. O amor te sufoca.
O amor é um sucesso. O amor é um fracasso.
É uma obsessão, uma doença, o rastro d um cometa, um buraco negro, uma estrela. Um dia azul, um dia d paz.
O amor é um pobre. O amor é um pedinte. O amor é um rico, um hipócrita, um santo.
O amor é um herói...e um débil.
O amor é um nome. O amor é um corpo. Uma luz, uma cruz, uma dor, uma cor.
O amor é a pele d um sorriso.


A OCIOSIDADE


Assim como vmos as terras em repouso, férteis ou não, darem origem à proliferação d 100 mil espécies d ervas selvagens e inúteis, sendo necessário, para manter cultiváveis, domá-las e destiná-las a certas sementes a fim d q delas se tire proveito; e assim como vmos as mulheres, q por si só produzem informes amontoados e pedaços d carne, terem, para proporcionar uma boa e natural geração, d ser fecundadas por outras sementes, assim vmos q se passa o msm com os nossos espíritos. Se ñ os ocuparmos com algum objeto q os freie e constranja, eles se lançarão, desregrados, a percorrer à toa os campos infindos da imaginação:

"Tal como a água trêmula em vasilhas de bronze reflete a luz do sol ou a imagem radiante da lua, cintilações voando pelos ares e atingindo os artesoados tetos" - Virgília, Eneida

E não há loucura ou desvario q eles não produzam em tal agitação:

"Inventam irreais aparições como nos sonhos dos doentes" - Horácio, Ars Poetica

A ALMA Q Ñ TEM UM PONTO D MIRA SE PERDE, POIS É COMO SE DZER NÃO ESTAR EM PARTE ALGUMA E EM TODO O LADO ESTAR.

Q HUMANIDADE É ESTA?


Se o homem ñ for capaz d organizar a economia mundial d forma a satisfazer as necessidades d uma humanidade q está a morrer d fome e d tdo, q humanidade é esta?
Nós, q enchemos a bok com a palavra humanidade, acho q ainda ñ chegamos a isso, ñ somos seres humanos. Talvez cheguemos a ser um dia, mas não somos, nos falta mto...meeeesmo!!!! Temos ali o espetáculo do do mundo e é uma coisa arrepiante. Vivemos ao lado d tdo o q é negativo como se ñ tivesse qlquer importância, a banalização do horror, a banalização da violência, da morte; sobretudo se for a morte dos outros, claro. Tanto faz pra nós q esteja morrendo gente em Sarajevo, e tb ñ devemos falar desta cidade, pq o mundo é um imenso Sarajevo. E enqnto a consciência das pessoas não despertar isto continuará igual. Pq mto do q se faz, faz-se para nos manter todos na carência da vontade, na defensiva, para diminuir nossa capacidade d intervenção cívik.

PARAR PRA PENSAR, POVO!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CONTROLAR A ANSIEDADE

Qndo receamos algum mal, o próprio fato de o recearmos nos atormenta enqnto o aguardamos: se teme sofrer alguma coisa e o medo q se sente! Assim como nas doenças físicas há certos sintomas q pressagiam a moléstia - incapacidade d movimento, cansaço interminável - msm qndo não se faz nenhum esforço, sonolência, calafrios por tdo o corpo....tb um espírito débil se sente abalado, msm antes d qlquer mal se abater sobre ele: como q adivinha o mal futuro, e se deixa vencer antes do tempo.
Há coisa mais insensata do q nos angustiarmos pelo futuro em vez d chegar realmente a hora da aflição, e atrairmos sobre nós uma bola de neve d tormentos? Qndo não é possível nos livrar-mos por completo da angústia, pelo menos vamos adia-la tnto qnto pudermos.
Quer ver como é verdade q ninguém deve se atormentar com o futuro?

Imagine um homem q ouvira q dpois dos cinquenta anos sofrerá graves suplícios: ele permanece imperturbável enqnto não passa a metade desse espaço d tempo, altura em q começa a aproximar-se da angústia prometida para a segunda metade d sua vida.
Por um processo semelhante sucede tb q certos espíritos doentes sempre em busca de motivos para sofrer se deixam tomar d tristeza por fatos já remotos ou esquecidos (¬¬").
A verdade é q nem o passado nem o futuro estão presentes, pois não podemos sentir qlquer deles. Ora! A dor somente pode resultar d algo q se sente....(se vc sente alguma coisa!)

^^ by me - to me

MONA LISA


O artista plástico Vik Muniz akba d chegar d Paris, ond participou do exclusivíssimo ritual q avalia anualmente a conservação da mais famosa obra d arte, A Mona Lisa.
Protegida por um vidro à prova de balas d 6 toneladas, q impede qlquer variação d umidade, pressão, temperatura, ataques e roubos. A pintura sai da redoma uma vez por ano para uma inspeção cercada d altíssima segurança. "Éramos apenas 20pessoas", diz ele. Vik obteve uma autorização do Museu do Louvre, dono da obra, para fotografar a parte d trás da tela (rs), com seus mecanismos d segurança e o nome "La Joconde" escrito à mão pelo autor, Leonardo Da Vinci.
Vik já reproduziu a Mona Lisa duas vzes, em geleia e em manteiga d amendoim (mais hein?! O.õ).
"Agora vou replicar o derrière mais famoso do mundo das Artes"- diz ele
Tá, né! "


O INTERESSE DA AMIZADE



Aqueles q almejam somente o interesse da amizade (esses eu reconheço fácil), afastam dela o seu mais doce vínculo. O q nos agrada não é a utilidade oferecida pelo nosso "amigo", mas sim o carinho e a compreensão, o respeito e a "doação"; e e tdo o q nos for oferecido por ele nos será agradável, contanto q transpareça a dedicação. Tão longe está q seja a indigência q cultiva as amizades q justamente aqueles q, pelas suas riquezas, pelo seu crédito e sobretudo pelas suas virtudes, a mais segura das garantias, tem menos necessidade dos outros - são os mais generosos e benfeitores. Não sei se será bom q nossos amigos ñ necessitem d nós. Como poderia mostrar meu zelo por Cipião*, se ele não procurasse meus conselhos e os meus serviços (sem pedir nada em troca), seja na paz, ou na guerra?
A nossa amizade não nasceu da utilidade, mas a utilidade a seguiu.
Tenho em meu tortuoso caminho encontrado amizades novas e tb desapontamentos, mas a vida continua e a gente akba por aprender em momentos inesperados aqueles a qm podemos chamar de "verdadeiros amigos".
Queria agradecer a algumas pessoas...elas sabem qm são....não citarei nomes e espero q "outros" aprendam, mesmo q rachando a cara, o significado q tem esse sentimento, essa palavra forte: AMIZADE.

* Cognominado "o Africano" (235-183 a. C.), foi o mais notável membro da família romana Cornelia. O seu nome aparece pela primeira vez ligado à Batalha de Ticino (218 a. C.), onde salvou a vida a seu pai. Atingiu grande popularidade devido aos seus numerosos feitos militares: tomou Nova Cartago, estabeleceu o domínio romano em Espanha e, nas suas campanhas de África, conquistou Tunes. Foi, assim, do lado romano, uma das grandes figuras das Guerras Púnicas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

DOR


O que dói não são as palavras

O que dói não é o adeus

Seus olhos desaparecem

Num breu

E é aí que caio de vez

É aí que procuro o porquê

O amor esvaiu não de mim

Mas de você

Quando as lágrimas escorrem

E meu peito se destrói

Por dentro

O que fazeeer???

Quando nada faz sentido

E me escondo num abrigo

Me escondo de te perder

E nada vai mudar

Não vai adiantar

Recosturar pedaços do meu coração

Não não não

Se o tempo pára em volta

Se a chuva vai embora

E a noite cai em solidão

Toda mágoa que me toca

serenatas me sabotam

quando vejo já perdi meu chão

e nada vai mudar

nada vai adiantar

recosturar pedaços do meu coração

nada vai mudar

não, não vai adiantar

não não não não

Quando as lágrimas escorrem

E meu peito se destrói

Por dentro

O que fazeeer???

Quando nada faz sentido

E me escondo num abrigo

Me escondo de te perder

E é só eu

Apenas eu

Que aos poucos morro

Num amor sem razão..

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DECEPÇÂO


Entre uma decepção e outra, q tal uma pausa para aprender?

Tem épok na vida da gente q parece q os encontros amorosos ou amigáveis são mais uma provocação do q uma oportunidade d se sentir satisfeito e feliz...Assim, vamos contabilizando decepções e desacreditando na possibilidade d viver uma experiência positiva e motivadora.
Qndo isso acontece, creio q o melhor seja parar. Uma pausa para aprender, Ou melhor, antes apreender.
Perceber o q está acontecendo, quais são nossos verdadeiros desejos e quais tem sido nossas atitudes para torna-los concretos.
Muitas vezes, fzendo uma análise mais justa e desapegada, sem assumir nenhum papel, nem o d vítima das armadilhas da vida, nem da sacanagem dos outros e nem o do culpado, como se tdo o q fizéssemos estivesse definitivamente errado, terminamos descobrindo q há alguma incoerência nisso tdo.
Só q para isso precisamos d tempo...e, principalmente, d coragem para admitir limitações, assumir pensamentos negativos e confiar mais na sabedoria da vida e seu ritmo. O q acontece, no entanto, é q a maioria d nós não quer esperar, não quer refletir. Tem apenas um pensamento q alimentamos o tempo tdo: quero amigos, quero ter alguém!!!
Será q estar com alguém é o mesmo q estar feliz? Pode ser q sim, mas pode ser q não...e se por qlquer motivo vc não tem ficado com qm deseja, talvez seja o momento ideal para um intervalo, tão útil entre uma decepção e outra...
Tempo d se observar, d observar as pessoas e ouvir o q elas dzem. Tempo d aprender, crescer, ter uma nova conduta, desenvolver uma nova postura. Aguardar até q a vida lhe mostre qual é o melhor caminho a seguir...mas para ver, vc precisa estar atento...sem tnta ansiedade, sem tnto desespero para tentar fzer com q as coisas aconteçam do jeito e na hora q vc ker...
E se nenhuma resposta vier, talvez signifique q vc precisa ver e uvir com o coração. Respeitar o silêncio. Aceitar a ausência d qm vc tnto deseja encontrar...Talvez não haja uma resposta e nem haja ma explicação.
E se insistirmos em não aceitar, em brigar, em nos rebelar, em nos revoltar...conseguiremos tão somente mais dor...e menos amor. Aceite q vc não tem o controle, q vc não pode decidir sozinho, q o universo tem seu próprio ritmo. Faça o q está ao seu alcance; faça a sua parte...e bem feito; da melhor maneira q puder...
E o q não puder, entregue e espere...pq embora diga sabiamente a música "qm sabe faz a hora, não espera acontecer", tem ocasiões nesta vida em q qm sabe espera acontecer e respeita a hora d não fzer...até q um dia, o amor d repente acontece, as amizades confiáveis aparecem...pq seu coração estava exatamente ond deveria estar para ser encontrado.

EU


Ñ tenho ambições nem desejos,
Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira d estar sozinha.
...
Ou qndo a mão passa por cima da luz d uma nuvem
E corre um silêncio pela brisa afora.
...
Pq qm ama nunk sabe o q ama
Nem sabe pq ama, nem sab o q é amar...
...
Da minha janela vjo qnto da terra se pode ver do universo...
Por isso minha imaginação é tão grande como outra terra qlquer,
Pq eu sou do tamanho do q vjo
E ñ do tamanho da minha altura...
...
A mim ensinei-me tdo.
Ensinei-me a olhar para as coisas.
Apontar todas as coisas q há nas flores.
Reparar como as pedras são engraçadas
Qndo a gente as tem nas mãos
E olha devagar para elas....

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A PROCURA DA POESIA



Ñ faço versos por acontecimentos,
Pois não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
Não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais
não contam.
Às vezes faço poesia com o corpo,
esse excelente, completo e tão infenso à efusão lírica.
Uma tela em branco.

Minhas lágrimas, caretas ou dores na escuridão
São indiferentes.
Não revelo bem meus sentimentos,
Q se prevalecem do equívoco e tentam uma longa viagem.
O q penso e sinto, isso ainda é poesia.

Não canto minha cidade, deixo-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas,
Nem o segredo das casas alheias.
Ñ é música ouvida d passagem,
é o rumor dos mares nas ruas junto à linha de espuma.

O canto da Natureza
Não é a sociedade.
Para este - o canto - chuva e noite, fadiga e esperança
Nada significam.
A poesia elide sujeito e objeto.
Portanto não tire a poesia das coisas.

Dramatizo, indago, invoco,
Mas ñ perco tempo em mentir.
Procuro ñ me aborrecer.
Meus papéis rabiscados, meus tênis surrados, meus abusos e objetos materiais,
Meus esqueletos d família
Desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Tento não recompôr
Minha sepultada e melancólica infância.
Não oscilo entre o espelho da verdade
E a memória em dissipação...
Q se dissipou,não era poesia.
Q se partiu, cristal não era.

Penetro surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas e sentimentos q esperam ser escritos
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta da folha muda.
Solitárias, em estado de dicionário.
Convivo com meus poemas, antes mesmo de escrevê-los.
Tenho paciência qndo obscuros; calma, qndo me provocam.
Espero q cada um tenha seu papel cumprido, consumados ou não
com seu poder de palavra
E seu poder d silêncio.
Não forço o poema e luto para me desprender do limbo.
Não colho do chão o poema q já se fora, se perdera.
Não adulto o poema. Aceito-o.
Assim como ele mesmo aceitará sua forma
Definitiva e concentrada no espaço.

Chegue mais perto e contemple as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
E lhe pergunto, sem interesse na resposta,
Pobre ou terrível, se trouxesses a chave do entendimento.

As palavras, melodias e conceitos refugiados na noite,
Ainda úmidas e impregnadas d sono,
São levadas na correnteza do rio q é minha mente
Correm difícil e se transformam em desprezo.