A nossa moral é a cristalização d um movimento interior completamente diferente dela!
Nada do q dizemos faz sentido.
Pensar numa frase qlquer, ocorre-me, por exemplo, esta: "numa prisão deve imperar o arrependimento" - É uma frase q se pode pronunciar com a melhor das consciências, mas ninguém a toma à letra, senão estaríamos a pedir o fogo do inferno aos encarcerados! Como é q a entendemos então? Há com certeza muito poucos q sabem o q é arrependimento, mas todos dizem ond ele deve imperar. Ou então pensa algo d exaltante: como é q isso se mistura com a moral? Qndo é q estivemos com o rosto tão mergulhado no pó q isso nos faz sentir a bem-aventurança do arrebatamento? Ou então toma à letra uma expressão como "ser assaltado por um pensamento": no momento q sentisses no corpo um tal contato já estarias no limiar da loucura! Cada palavra quer então ser lida na sua literalidade para não degenerar em mentira, mas ñ podemos tomar nenhuma à letra, sob pena d o mundo se transformar num manicômio! Há qlquer grande embriaguez q se eleva daí sob a forma d uma obscura recordação, e de vez em qndo imaginamos q todas as nossas experiências são partes soltas e destruídas d ua antiga totalidade q um dia se foi completando d maneira errada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário